
Irã ameaça revelar 'arma aterradora' contra bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz

O Irã apresentará, em breve, novas capacidades militares voltadas para o setor marítimo, declarou na quarta-feira (29) o comandante Shahram Irani.
Irani afirmou que Teerã revelará uma "arma aterradora" contra seus inimigos, sugerindo que o impacto da demonstração de força será tão significativo que espera que "eles não tenham um ataque cardíaco".

Uma fonte de segurança de alto escalão do país assegurou na quarta-feira (29), segundo a agência Press TV, que as Forças Armadas iranianas serão obrigadas a agir de maneira contundente caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio naval no Estreito de Ormuz.
Para Teerã, a postura de Washington é classificada como uma forma de "banditismo marítimo".
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De acordo com a fonte, a República Islâmica deixou de ser um adversário previsível ou submisso às pressões de Washington.
O governo sinalizou que, embora tenha dado espaço para a diplomacia e para que a gestão Trump compreenda suas condições para uma paz definitiva, a persistência de sanções e bloqueios levará a "ações práticas e sem precedentes".
O país alerta que, caso suas demandas sejam rejeitadas, a resposta militar será muito mais incisiva do que as táticas aplicadas até o momento.
- Em 21 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã estabelecido em 7 de abril. Ele explicou que a decisão se deveu ao fato de o governo iraniano estar supostamente "gravemente dividido" e de o Paquistão ter solicitado a Washington que suspendesse seus ataques contra a república islâmica "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
- Trump também informou que havia ordenado às Forças Armadas que mantivessem o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.
- Em 18 de abril, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo e o navio infrator será atacado", enfatizou.
