Os Estados Unidos afirmam ter atingido um "marco significativo" no bloqueio marítimo contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), as forças americanas teriam desviado "com sucesso" o 42º navio mercante que tentava violar as restrições impostas.
Em comunicado divulgado na quarta-feira (29), o comandante do CENTCOM, Almirante Brad Cooper, destacou a eficácia da operação em impedir o fluxo comercial para e de portos iranianos.
Segundo o Almirante Cooper, o bloqueio impede atualmente a venda de petróleo de 41 petroleiros, totalizando cerca de 69 milhões de barris de petróleo bruto.
A interdição representaria uma perda de mais de US$ 6 bilhões em receitas que, segundo o comando militar, ficam inacessíveis à liderança iraniana. Cooper reiterou que o bloqueio é "extremamente eficaz" e que os EUA permanecem comprometidos com sua implementação total.
Bloqueio naval
- Em 21 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã estabelecido em 7 de abril. Ele explicou que a decisão se deveu ao fato de o governo iraniano estar supostamente "gravemente dividido" e de o Paquistão ter solicitado a Washington que suspendesse seus ataques contra a república islâmica "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
- Trump também informou que havia ordenado às Forças Armadas que mantivessem o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.
- Em 18 de abril, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo e o navio infrator será atacado", enfatizou.