O Ministério Público de Minas Gerais informou nesta quarta-feira (29) que segue em apuração dos atos de racismo ocorridos no Mineirão durante a partida entre Cruzeiro e Boca Juniors, pela Copa Libertadores.
A instituição declarou que acompanhará o desdobramento do inquérito e a análise das imagens registradas no estádio, consideradas fundamentais para a responsabilização criminal do envolvido.
Entenda o caso
A apuração envolve um argentino de 29 anos preso na noite de terça-feira (28) após fazer gestos racistas em direção à torcida cruzeirense no primeiro tempo do jogo, pela terceira rodada do Grupo D da Libertadores.
Um profissional da segurança percebeu a situação e solicitou que as imagens fossem registradas em vídeo. O material foi encaminhado às autoridades após início de tumulto no setor próximo à torcida visitante.
A Polícia Civil autuou o homem em flagrante com base no artigo 20 da Lei nº 7.716/89, que trata de crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça e cor.
A audiência de custódia está marcada para esta quinta-feira (30), às 9h, quando será definido se a prisão é convertida em preventiva ou se o argentino — que afirmou residir em Belo Horizonte — responde em liberdade provisória.