O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, respondeu, nesta quarta-feira (29), à acusação feita por seu homólogo do Equador, Daniel Noboa, que o responsabilizou pela suposta incursão de "guerrilheiros colombianos" em território equatoriano.
"Pare de acreditar em mentiras", escreveu o presidente colombiano em sua conta no X.
Além disso, convidou Noboa para se encontrar com ele na "fronteira norte" do Equador — sul da Colômbia — para construir "a paz nesses territórios".
Foi assim que Petro se pronunciou depois que Noboa, sem dar mais detalhes, afirmou que "várias fontes" o teriam informado sobre "uma incursão pela fronteira norte de guerrilheiros colombianos, impulsionada pelo governo de Petro".
Diante disso, acrescentou: "Presidente Petro, dedique-se a melhorar a vida do seu povo em vez de querer exportar problemas para os países vizinhos".
Outra acusação
Mais cedo, antes da acusação vinda de Quito, Petro publicou, também no X, uma foto do presidente equatoriano ao lado do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe Vélez e, entre outras coisas, escreveu: "Noboa é o responsável por violentar a Colômbia".
Na mensagem, ele também afirma que "Uribe segue o plano com Noboa. Um governador colombiano, que sabemos quem é, já vai fazer a acusação para tentar ganhar as eleições com mentiras". Isso acontece faltando um mês para a realização das eleições presidenciais na Colômbia.
A relação entre Petro e Noboa tem estado tensa nos últimos meses. No último dia 19 de abril, o presidente colombiano anunciou que iria processar criminalmente seu homólogo equatoriano por "difamação".
Noboa declarou que há uma investigação em andamento sobre a estadia de Petro em maio de 2025 na cidade de Manta (Equador), onde ele teria permanecido vários dias em uma residência particular.
Ele também comentou que seu homólogo colombiano se reuniu, durante sua visita a Manta, com "membros da Revolução Cidadã, e alguns desses membros têm ligações com o conhecido como 'Fito'", em referência a José Adolfo Macías Villamar, líder do grupo criminoso Los Choneros, que foi extraditado para os EUA.
"O próprio Noboa deu a ordem, como deve ser, para que o Exército equatoriano, a qualquer hora do dia e da noite, me protegesse em Manta, para onde fui no dia de sua posse, à qual assisti e onde fui tratado com indiferença apenas porque pedi a libertação do preso político Jorge Glas, cidadão colombiano e ex-vice-presidente da República do Equador", explicou Petro a respeito.