Na contramão global, continente americano corta gastos militares — Brasil é exceção

Queda foi puxada pelos EUA, que reduziram investimentos em 7,5%, enquanto a América do Sul registrou alta liderada por Brasil e Guiana.

Na contramão do aumento global dos gastos militares, que cresceram 2,9% em 2025 e atingiram 2,88 trilhões de dólares, o continente americano foi o único a registrar queda no conjunto dessas despesas, enquanto Brasil e Guiana destoaram da tendência ao ampliar seus investimentos. Os dados constam no relatório mais recente do Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisa da Paz, publicado na segunda-feira (27).

Segundo o documento, a redução no continente foi impulsionada principalmente pela queda dos gastos nos Estados Unidos, com América Central e Caribe também em retração.

Na direção oposta, a América do Sul foi a exceção continental em 2025, com aumento de 3,4% nos gastos militares. Já a região da América Central e do Caribe — que inclui o México no levantamento — reduziu suas despesas em Defesa em 27%, totalizando 17,1 bilhões de dólares no período.

A retração foi fortemente influenciada pelo México, que reduziu seu gasto militar em um terço, para 13,6 bilhões de dólares, após ter registrado crescimento superior a 70% no ano anterior.

Por sua vez, a Guiana aumentou o gasto em 16%, alcançando 248 milhões no mesmo período.

América do Sul, exceção continental

No ano passado, o continente sul-americana foi o único a ampliar o investimento em armamentos, com alta de 3,4%, impulsionada principalmente por Brasil e Guiana.

O maior gasto militar da região foi registrado pelo Brasil, que elevou seu orçamento em 13%, alcançando 23,9 bilhões de dólares, sobretudo devido ao aumento dos investimentos em desenvolvimento tecnológico naval e despesas com pessoal.

Top 3 da América Latina

Entre os 40 países que mais investem em Defesa no mundo, apenas três são latino-americanos: