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Diante de preocupações, Pentágono aposta em novas tecnologias de defesa; entenda

Exército dos EUA treina com novos interceptadores em bases como Fort Bragg enquanto busca substituir armamentos mais caros e ampliar capacidades frente ao uso crescente de drones em conflitos recentes.
Diante de preocupações, Pentágono aposta em novas tecnologias de defesa; entendaU.S. Air Force / Airman 1st Class Terence J. Glynn

O Pentágono acelera o desenvolvimento de sistemas antidrones de baixo custo diante de crescentes preocupações com seus estoques de armamento para defesa aérea, impulsionadas por conflitos recentes como os da Ucrânia e do Irã, informa a CBS News em publicação nesta terça-feira (28).

Na base Fort Bragg, na Carolina do Norte, soldados treinam com os drones Bumblebee V1 e V2, projetados para interceptar veículos aéreos não tripulados inimigos. O primeiro exige controle manual, enquanto o segundo incorpora reconhecimento automático de alvos.

Segundo o sargento-mor Kellen Rowley, essas ferramentas permitem desenvolver capacidades de combate entre drones com relativa rapidez. Os treinamentos não ocorrem apenas em Fort Bragg, mas também em outras bases militares e em um centro do Comando Central dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O programa responde à necessidade de substituir interceptadores mais caros, especialmente diante do uso difundido de drones como os Shahed. "Normalmente, nossa capacidade defensiva é medida em centenas de milhares ou até milhões. Esta está muito abaixo disso. E continuaremos reduzindo o custo até chegar a alguns milhares", declarou o tenente-coronel Alex Morse.

Nesse contexto, Washington planeja destinar cerca de 75 bilhões de dólares a tecnologias de drones, o que representaria o maior investimento desse tipo em sua história.