Os Emirados Árabes Unidos decidiram nesta terça-feira (28) sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da OPEP+, o que representa uma vitória para Donald Trump, crítico ferrenho da organização, informa a agência Reuters.
O veículo assinala que a decisão representa um "duro golpe" não apenas para a OPEP, mas também para seu líder de fato, a Arábia Saudita. A saída dos Emirados Árabes pode enfraquecer o grupo que, apesar de seus desentendimentos internos, tem se esforçado durante anos para manter uma política petrolífera unificada.
A decisão beneficia o presidente americano, que acusou repetidamente a organização de "enganar o resto do mundo ao "inflar" os preços do petróleo, destaca a Reuters.
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A saída foi anunciada depois que os Emirados — um dos aliados mais importantes de Washington no Oriente Médio — criticaram outros Estados árabes da região por não darem uma resposta conjunta aos ataques iranianos contra a infraestrutura regional durante a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
- Os Emirados Árabes Unidos ingressaram na OPEP em 1967, ainda como Emirado de Abu Dabi e mantiveram sua adesão após a fusão dos sete emirados que formaram o atual Estado em 1971.
- Após a saída da organização, os Emirados Árabes Unidos prometem desempenhar um papel responsável no apoio à estabilidade do mercado petrolífero mundial, aumentando sua produção de forma gradual e prudente, em consonância com a demanda e as condições do mercado.