Greve na USP chega ao 13º dia em meio a mobilização estudantil

Paralisação atinge 130 cursos em toda a universidade e inclui reivindicações por orçamento, cotas, moradia e alimentação estudantil.

A greve estudantil na Universidade de São Paulo (USP) chega ao 13º dia nesta terça-feira (28) e já atinge todas as 43 unidades da instituição, com impacto em 130 cursos, conforme publicado pela Band.

O movimento envolve graduações como Medicina, Direito, Engenharias e Veterinária, e se espalha por campus da capital e do interior.

Reivindicações

A paralisação ocorre em meio a uma pauta que reúne reivindicações relacionadas ao orçamento da universidade, à autonomia dos espaços estudantis, à ampliação das políticas de cotas e a melhorias na infraestrutura de alimentação e moradia.

Entre as demandas, os estudantes também pedem reajuste no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), atualmente no valor de R$ 850, além da ampliação do número de beneficiários.

Segundo a USP, cerca de 15 mil alunos recebem o auxílio em um universo de aproximadamente 97 mil matriculados.

Durante a mobilização, um vídeo compartilhado por estudantes mostrou o que seriam larvas em um prato servido no restaurante do curso de Direito.

A universidade informou que a Vigilância Sanitária foi acionada e realizou vistoria no local, apontando condições consideradas satisfatórias.

A greve estudantil começou após a paralisação de funcionários da USP, iniciada em 15 de abril, em busca de reajuste salarial.