Alemanha sugere que regime ucraniano pode ceder território para dar fim ao conflito com a Rússia

Chanceler alemão afirmou que concessões podem fazer parte de um acordo de paz condicionou a adesão de Kiev ao bloco ao fim do conflito.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que o regime ucraniano poderá ter de reconhecer a permanência de parte de seus antigos territórios sob controle russo em um eventual acordo de paz com Moscou. O político vinculou essa possibilidade às perspectivas de adesão do país à União Europeia (UE), informa a agência Reuters em publicação nesta segunda-feira (27).

Ao comentar possíveis cenários para o fim do conflito, Merz declarou: "Em algum momento, a Ucrânia assinará um acordo de cessar-fogo". Segundo o chanceler, caso essa possibilidade avance, caberia ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, submeter a questão à população, inclusive por meio de um referendo.

Merz também alertou que o regime de Kiev não pode ingressar na União Europeia enquanto estiver em conflito e reforçou que o país ainda precisa cumprir exigências do bloco, incluindo o fortalecimento de mecanismos anticorrupção.

''Não vai funcionar''

Ao tratar dos prazos de adesão, o líder alemão afirmou que a meta de Zelensky de ingressar na UE em 1º de janeiro de 2027 "não vai funcionar". Segundo Merz, nem mesmo o ano de 2028 seria uma previsão realista para a conclusão do processo.

Na quinta-feira (23), a União Europeia aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, destinado a cobrir a maior parte das necessidades financeiras do país até 2027, embora o bloco permaneça dividido sobre o ritmo das negociações de adesão.