
Imprensa norte-coreana inclui Brasil entre países que marcaram aniversário de Kim il-Sung

O Brasil e outros dez países foram citados pela imprensa estatal norte-coreana como nações que sediaram seminários em celebração do aniversário de Kim il-Sung, líder que comandou a República Popular Democrática da Coreia desde a fundação do país, em 1948, até sua morte, em 1994.
Por ocasião da data, em que Kim Il Sung completaria 114 anos em 15 de abril, foram realizados seminários também no Nepal, Sri Lanka, Camboja, Noruega, Alemanha, Romênia, Itália, África do Sul, Egito e Venezuela, segundo publicação da Voice of Korea nesta segunda-feira (27).

"Estiveram presentes representantes de partidos políticos, organizações e instituições, além de membros de organizações de estudo da ideia Juche e de entidades de amizade e solidariedade com o povo coreano nos respectivos países. Os oradores elogiaram amplamente as conquistas imortais do camarada Kim Il Sung, que dedicou toda a sua vida à prosperidade do país, à felicidade do povo e à revolução mundial", lê-se na publicação.
Nos últimos dias, o Brasil também foi mencionado por outro periódico do país, o Pyongyang Times. Isso porque lideranças comunistas brasileiras enviaram "mensagens de felicitação" pela reeleição de Kim Jong Un como presidente dos Assuntos de Estado da República Popular Democrática da Coreia.
Detalhes do evento
Com o título "Kim Il Sung e Fidel Castro juntos na luta anti-imperialista", o seminário brasileiro foi realizado no Rio de Janeiro, promovido conjuntamente pelo Instituto Paektu Brasil e pela Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro.
Durante o evento, coordenado por Lucas Rubio, presidente do Instituto Paektu, e por Rodrigo Teixeira e Luis Eduardo Mergulhão, diretores da ACJM-RJ, foram exibidos "vídeo e música alusivos à amizade coreano-cubana".
Em seu site oficial, o Instituto Paektu destaca o valor do "socialismo coreano, que não se limitou a copiar modelos externos, mas pavimentou seu caminho à sua própria maneira, mantendo o princípio da independência como pilar central em todos os ramos da política, da economia e da ideologia".

