Atirador em jantar de correspondentes é acusado de tentar matar Trump

Se considerado culpado, Cole Tomas Allen, de 31 anos, poderá enfrentar prisão perpétua pelo ataque em hotel no sábado (25).

Cole Tomas Allen, de 31 anos, acusado de abrir fogo no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca no último sábado (25), foi acusado pelos promotores de tentativa de homicídio contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Se considerado culpado, Allen poderá enfrentar prisão perpétua.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pela NBC.

Além da acusação principal, Allen também foi denunciado por transportar uma arma de fogo e projéteis com intenção de cometer um delito grave. Segundo o relato, essa acusação prevê pena máxima de dez anos de prisão.

Os promotores também o acusaram de disparar uma arma de fogo durante a prática de um delito grave. Nesse caso, a pena mínima obrigatória é de dez anos de prisão.

Ataque em Washington

Um homem armado com armas de fogo e facas invadiu o saguão do hotel onde ocorria o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, na noite de sábado (25), e avançou em direção ao salão com a presença do presidente Donald Trump.

Sons de disparos provocaram pânico e levando agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos a intervir após disparos no local.

Jornalistas presentes no evento relataram que o presidente, acompanhado da primeira-dama, Melania Trump, e de membros do gabinete, foi retirado repentinamente do local após relatos de vários tiros.

O homem armado, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi detido ainda no hotel. Segundo autoridades, ele estava entre os presentes, portava múltiplas armas e deve ser levado à Justiça na segunda-feira (27). A polícia trabalha com a hipótese de que ele tenha agido sozinho e investiga a motivação do ataque.

O suspeito trabalhava como professor e, em dezembro de 2024, recebeu o título de professor do mês de educação C2 em Torrance (CA), segundo apontam mídias. Além disso, seria apoiador do Partido Democrata e fez uma doação de 25 dólares para a campanha presidencial de Kamala Harris em 2024.

Em sua conta no Truth Social, Trump comentou o ocorrido, elogiando a atuação do Serviço Secreto e das forças de segurança, e confirmou que o atirador havia sido detido. O suspeito foi imobilizado no chão, segundo mostram fotografias feitas no local.