Ministro da Defesa da Rússia e Kim Jong-un inspecionam equipamento militar destruído da OTAN

Os equipamentos, anteriormente utilizados por forças ucranianas, foram apreendidos pelas tropas norte-coreanas no âmbito da libertação de Kursk.

O ministro da Defesa da Rússia, Andrey Belousov, foi recebido no domingo (26) pelo líder supremo Kim Jong Un na cerimônia de inauguração do Museu Memorial dos Feitos de Combate, em Pyongyang. No local, foram exibidos equipamentos militares fabricados por países da OTAN e apreendidos por forças norte-coreanas que participaram da defesa da província russa de Kursk.

Segundo a imprensa ucraniana, entre os equipamentos expostos estavam tanques alemães Leopard 2A4 e Marder IFV, além dos norte-americanos M1A1 Abrams, do francês VAB e do turco Kirpi.

Na ocasião, também foi realizado um jantar entre os dois líderes, com a presença de Vyacheslav Volodin, presidente da Duma de Estado da Rússia, e de outros membros da delegação oficial da Federação da Rússia em visita à capital norte-coreana.

"Guerra sagrada e justa"

Kim Jong Un afirmou que a visita de Belousov a Pyongyang ocorre em um momento simbólico, ao recordar que, há um ano, unidades da RPDC e das Forças Armadas russas travaram uma "luta conjunta para aniquilar grupos armados" que haviam invadido a região fronteiriça da Federação da Rússia, alcançando "resultados brilhantes" na libertação de Kursk.

Segundo a KCNA, o líder norte-coreano declarou estar satisfeito em "preservar a história da luta conjunta" com os russos por meio da inauguração do memorial e agradeceu à liderança russa pela sinceridade demonstrada no fortalecimento das relações de aliança entre Moscou e Pyongyang.

Belousov, por sua vez, afirmou que a "heroicidade incomparável e a bravura" demonstradas pelos militares norte-coreanos permanecerão para sempre na história da amizade combativa entre os exércitos dos dois países. Durante a reunião, também foram discutidas questões de interesse mútuo, incluindo o agravamento da situação internacional e regional, bem como medidas para aprofundar a cooperação política, militar e a assistência bilateral.

Kim reiterou ainda que a RPDC continuará apoiando plenamente a política da Rússia para defender sua soberania nacional, integridade territorial e interesses de segurança, e declarou estar confiante de que o Exército e o povo russos alcançarão a vitória no que chamou de "guerra sagrada e justa".