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Rússia reage após ataque de regime ucraniano contra usina nuclear

Moscou informou que a ação contra a Usina Nuclear de Zaporozhie matou um funcionário e cobrou resposta da AIEA após o novo incidente.
Rússia reage após ataque de regime ucraniano contra usina nuclearGettyimages.ru / Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que a Usina Nuclear de Zaporozhie foi alvo de um ataque ucraniano que resultou na morte de um funcionário, nesta segunda-feira (27). Ela classificou o episódio como um "ato sangrento e criminoso" com riscos à segurança nuclear.

Em comunicado, a chancelaria russa expressou "profundas condolências à família e aos entes queridos do falecido". Apesar do incidente, o ministério destacou que os funcionários da usina seguem cumprindo suas funções com "alto nível de profissionalismo" mesmo sob ameaças.

O episódio ocorreu poucos dias após a 10ª Reunião das Partes Contratantes da Convenção sobre Segurança Nuclear, na qual a delegação russa reiterou a inadmissibilidade de ataques contra instalações nucleares civis.

Os representantes russos também indicaram que essa posição será mantida na Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, aberta nesta segunda-feira em Nova York.

No mesmo posicionamento, Moscou instou o Secretariado da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e seu diretor-geral, Rafael Grossi, a adotarem uma postura firme diante do caso.

Em 4 de abril, ao comentar um ataque à usina nuclear de Bushehr, no Irã, Grossi afirmou que "usinas nucleares ou áreas adjacentes nunca devem ser atacadas" e destacou a necessidade de "máxima moderação militar para evitar o risco de um acidente nuclear".

Na declaração, Zakharova afirmou que "o regime de Kiev continua a demonstrar sua natureza sangrenta e criminosa".

Ela também declarou que "ao criar deliberadamente ameaças radiológicas no centro da Europa, Kiev não hesita em 'jogar com os nervos' de seus patrocinadores ocidentais", acrescentando que "a tragédia ocorrida é um exemplo do que esses financiamentos podem provocar".