Chanceler iraniano agradece à 'aliada Rússia' por apoiar o Irã nos 'momentos difíceis'

Abbas Araghchi afirmou que, em Teerã, as relações com a Rússia são consideradas "uma parceria estratégica do mais alto nível".

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, agradeceu à Rússia por seu apoio "firme" ao Irã "nos momentos difíceis", durante a reunião desta segunda-feira (27) com o presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo.

"Ficou claro para todos que o Irã conta com amigos e aliados como a Federação Russa, que estão ao lado do Irã justamente nos momentos difíceis. Agradecemos sua postura firme e sólida em apoio à República Islâmica", afirmou.

Ao mesmo tempo, ele afirmou que, em Teerã, as relações entre os dois países são consideradas uma "parceria estratégica do mais alto nível", acrescentando que elas continuarão a se consolidar "apesar de tudo o que está acontecendo".

Visitas 

Antes de chegar à Rússia, o ministro iraniano visitou Islamabad, no Paquistão, onde expôs a posição de Teerã ao mediador paquistanês, e Mascate, em Omã, onde se reuniu com autoridades do Governo do país.

Araghchi comentou sobre a finalidade das viagens: "O objetivo das minhas visitas é coordenar estreitamente com nossos parceiros as questões bilaterais e trocar opiniões sobre os acontecimentos regionais", escreveu ele no X na sexta-feira (24).

Postura da Rússia

A Rússia condenou em diversas ocasiões a agressão não provocada dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de declarar disposição para contribuir com uma solução pacífica para a crise.

"Defendemos os interesses do Irã e de todos os países da região [...], que também sofrem a agressão desencadeada pelos Estados Unidos e Israel", afirmou o chanceler russo, Sergey Lavrov.

"A causa fundamental, a agressão americano-israelense, sempre é a chave para uma solução", acrescentou.

O Kremlin defendeu a continuidade das negociações e advertiu que, em um cenário de violência no Oriente Médio, as consequências econômicas para a região e para o restante do mundo poderão se agravar.

Moscou destacou ainda que o Irã "não violou nenhuma obrigação internacional, inclusive as relativas ao seu programa nuclear".

"Em 2015 foi assinado o Plano de Ação Integral Conjunto (PAIC). Foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos o destruíram quando, em 2017, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, se retiraram do acordo, violando todas as suas obrigações. O Irã não violou nada", declarou Lavrov em março.