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'Não sabemos motivos': comentário de Obama sobre atirador gera polêmica nas redes

Usuários questionaram as declarações do ex-presidente sobre a violência nos EUA.
'Não sabemos motivos': comentário de Obama sobre atirador gera polêmica nas redesGettyimages.ru / Win McNamee

Um comentário do ex-presidente americano Barack Obama sobre o tiroteio ocorrido na noite de sábado (25), durante o jantar anual dos correspondentes, gerou polêmica nas redes sociais.

O incidente levou à evacuação do local, onde estavam o presidente dos EUA, Donald Trump, e sua esposa Melania Trump, além de diversos integrantes do Governo.

"Embora ainda não conheçamos os detalhes sobre os motivos do tiroteio ocorrido ontem à noite no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, cabe a todos nós rejeitar a ideia de que a violência tenha lugar em nossa democracia", escreveu Obama em sua conta no X na segunda-feira (27).

O ex-presidente também exaltou "a coragem e o sacrifício" dos Serviços de Segurança e expressou sua satisfação pela recuperação do agente ferido.

No entanto, não demorou para que surgissem comentários na plataforma questionando as palavras de Obama sobre os motivos ainda desconhecidos do incidente, já que o suspeito, Cole Tomas Allen, escreveu antes do ataque um manifesto no qual apontava como alvos oficiais do governo dos EUA. "Temos, literalmente, o manifesto completo e sabemos exatamente por que ele fez isso", escreveu um internauta.

"Temos todos os detalhes do motivo, seu mentiroso de merda", afirmou outro, acrescentando que "Cole Allen odiava Trump e se radicalizou a ponto de cometer atos violentos".

Também houve quem questionasse sua mensagem sobre a violência política nos EUA. "Você está brincando?", respondeu uma pessoa, que anexou duas imagens à sua publicação: uma que mostra uma lista de países que Washington bombardeou desde a Segunda Guerra Mundial e outra de 2024, na qual se vê a ex-candidata à indicação presidencial republicana Nikki Haley escrevendo "Acabem com eles" em munições israelenses.

"Barack Obama condena a 'violência' do ataque de bandeira falsa de ontem à noite, mas não disse uma única palavra sobre os 680 mil palestinos inocentes massacrados por Israel entre 2023 e 2025 com o dinheiro dos contribuintes americanos", denunciou outro usuário.

Tiroteio no jantar da Associação de Correspondentes

Donald Trump, acompanhado pela primeira-dama e por membros do Governo, foi evacuado no sábado (25) do Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que estava sendo realizado no hotel Hilton em Washington, após relatos de vários tiros.

Em sua conta no Truth Social, Trump comentou o ocorrido, elogiando a atuação do Serviço Secreto e das forças de segurança, e confirmando que o atirador havia sido detido. O suspeito foi desarmado e imobilizado no chão, conforme mostram as fotos tiradas no local.

O autor dos disparos foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente em Torrance, Califórnia (EUA), segundo dois agentes citados pela AP.

Autoridades indicaram que ele não tem antecedentes criminais nem estava na mira das autoridades.

A polícia informou que o homem, que trocou tiros com agentes da lei e depois foi neutralizado em um posto de controle do Serviço Secreto no saguão do hotel, portava várias armas: uma espingarda, uma pistola e várias facas. As autoridades acreditam que ele agiu sozinho. O canal de TV CBS informou que, após sua prisão, o homem confessou que seu objetivo era atacar funcionários do governo Trump.

O suspeito, que não teria sido baleado, foi levado a um hospital local. Um agente do Serviço Secreto levou um tiro no colete à prova de balas e está fora de perigo e "de bom humor", segundo o canal.