O Kremlin confirmou neste domingo (26) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretende receber na segunda-feira (27) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que viajará a Moscou em visita oficial.
A informação foi divulgada pelo porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, em resposta à agência Interfax. "Sim. Podemos confirmar", afirmou ao ser questionado sobre o encontro.
Mais cedo, meios de comunicação locais haviam informado que Araghchi planejava visitar a Rússia na segunda-feira (27).
O chefe da diplomacia iraniana iniciou na sexta-feira (24) uma viagem internacional. O primeiro destino foi o Paquistão. Na noite de sábado (25), ele seguiu para Omã.
Segundo relatos anteriores da imprensa, havia expectativa de que Araghchi pudesse realizar consultas no Paquistão com negociadores norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.
No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que cancelou a viagem dos representantes ao Paquistão. De acordo com ele, novos contatos com o Irã poderiam ser conduzidos por telefone.
Postura da Rússia
A Rússia condenou em diversas ocasiões a agressão não provocada dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de declarar disposição para contribuir com uma solução pacífica para a crise.
"Defendemos os interesses do Irã e de todos os países da região [...], que também sofrem a agressão desencadeada pelos Estados Unidos e Israel", afirmou o chanceler russo, Sergey Lavrov. "A causa fundamental, a agressão americano-israelense, sempre é a chave para uma solução", acrescentou.
O Kremlin também defendeu a continuidade das negociações e advertiu que, em um cenário de violência no Oriente Médio, as consequências econômicas para a região e para o restante do mundo poderão se agravar.
Moscou destacou ainda que o Irã "não violou nenhuma obrigação internacional, inclusive as relativas ao seu programa nuclear".
"Em 2015 foi assinado o Plano de Ação Integral Conjunto (PAIC). Foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos o destruíram quando, em 2017, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, se retiraram do acordo, violando todas as suas obrigações. O Irã não violou nada", declarou Lavrov em março.