O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou neste domingo (26) mais detalhes sobre o suspeito do tiroteio durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no sábado.
"Esse cara é um doente; quando você lê o manifesto dele, ele odeia cristãos. Isso é certo", disse Trump em entrevista à Fox News. "E acho que a irmã ou o irmão dele reclamavam disso. Eles até fizeram uma denúncia à polícia. Então era um cara com muitos problemas", acrescentou.
Ele também afirmou que o jantar foi "uma noite muito triste em muitos sentidos". "Foi uma noite com muita gente reunida", disse o presidente, acrescentando que viu alguns democratas que normalmente são hostis, mas que naquela noite chegaram a acenar e cumprimentá-lo.
O republicano também comentou o estado emocional dele e da esposa, Melania, após o ocorrido. "Ela está muito bem. Eu estou bem", afirmou.
O que aconteceu?
Durante o evento realizado na noite de sábado, um atirador teria entrado no hotel Washington Hilton. O presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, outros membros do governo e parlamentares foram evacuados após relatos de disparos.
O suspeito detido foi preliminarmente identificado como Cole Tomas Allen, um homem de cerca de 30 anos, natural da Califórnia. Autoridades afirmaram que ele não tinha antecedentes criminais nem estava no radar das forças de segurança em Washington.
A polícia informou que o suspeito foi interceptado em um ponto de controle do Serviço Secreto no saguão do hotel e portava múltiplas armas. Segundo as autoridades, ele trocou tiros com agentes antes de ser contido. A principal hipótese é que tenha agido sozinho.
O relatório aponta que o suspeito não foi atingido por disparos, mas foi levado a um hospital local. Um agente do Serviço Secreto foi atingido no colete à prova de balas e está hospitalizado em "bom estado de espírito".