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Chefe do Parlamento iraniano reage a plano dos EUA para apoiar Emirados e alerta: 'Saiam enquanto há tempo'

O tesouro dos EUA afirmou apoiar ideia de oferecer suporte econômico aos Emirados Árabes Unidos.
Chefe do Parlamento iraniano reage a plano dos EUA para apoiar Emirados e alerta: 'Saiam enquanto há tempo'Morteza Nikoubazl / NurPhoto / Gettyimages.ru

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reagiu, no sábado (25), às declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sobre a possibilidade de oferecer apoio econômico aos Emirados Árabes Unidos por meio de um "swap" de moedas. Ele interpretou a medida como um mecanismo para evitar vendas de ativos norte-americanos em meio a tensões financeiras.

"Os 'swaps' são feitos 'para evitar uma venda desordenada de ativos dos EUA'. Tradução: alguns detentores não conseguem vender", escreveu Ghalibaf em sua conta no X. "Caso não saibam: limites ocultos de venda, em percentuais de um dígito, restringem alguns detentores institucionais." Em seguida, alertou: "A porta se fecha se isso escalar. Saiam enquanto ainda há tempo".

A reação ocorreu após Bessent afirmar na quarta-feira (23), durante uma audiência no Senado, que apoia a ideia de fornecer suporte econômico aos Emirados Árabes Unidos, aliado dos EUA, diante do impacto econômico da guerra com o Irã, segundo o The New York Times. Ele disse que os Emirados, junto com "vários outros países" do Golfo Pérsico e da Ásia, consultaram a possibilidade de um "swap".

O secretário do Tesouro explicou que esse tipo de instrumento busca evitar vendas desordenadas de ativos norte-americanos quando países tentam garantir acesso ao dólar, e afirmou que o mecanismo "beneficiaria tanto os Emirados quanto os Estados Unidos".

Segundo o NYT, um "swap" envolveria Washington comprando a moeda dos Emirados, o dirham, para que Abu Dhabi tenha mais dólares disponíveis para transações ligadas à exportação de petróleo. Em resposta, o senador democrata Chris Van Hollen questionou a proposta e levantou possíveis conflitos de interesse, citando vínculos financeiros pessoais da família do presidente Donald Trump com o país.

O jornal também destacou que não está claro qual seria o tamanho do eventual apoio, ou mesmo se ele é necessário, já que a moeda dos Emirados é atrelada ao dólar e o banco central do país ainda mantém reservas consideradas "amplas", apesar das interrupções nas exportações de petróleo ligadas ao conflito.