Musk lança XChat: o que se sabe sobre o novo aplicativo de mensagens

Especialistas avaliam o nível de privacidade da plataforma, que não acessa o conteúdo das mensagens, mas levanta outras preocupações.

Elon Musk impulsiona o lançamento do XChat, um novo aplicativo de mensagens ligado à plataforma X que busca competir com serviços como WhatsApp* e Signal. A estreia está prevista para o fim de abril em celulares com sistema operacional iOS.

O aplicativo promete integrar mensagens diretas dentro do X e oferecer criptografia de ponta a ponta. No entanto, especialistas alertam que o serviço coleta diferentes tipos de dados, incluindo metadados e informações sobre o uso da plataforma.

"Sem anúncios. Sem rastreamento. Totalmente criptografado de ponta a ponta, mas coleta todos esses dados", afirmou na sexta-feira (25) o pesquisador de segurança Tommy Mysk, citado pela revista Forbes.

O que revelam os metadados

Especialistas explicam que, mesmo com o conteúdo das mensagens protegido, o aplicativo coleta informações sobre identidade do usuário, dados do dispositivo, endereço IP e comportamento anterior na plataforma, o que pode afetar a privacidade.

"Os metadados revelam com quem você se comunica, quando e por quanto tempo. A atividade de uso inclui registros de interação, histórico de busca e informações sobre como você utiliza o aplicativo", explicou Luke Dixon, especialista em direito tecnológico.

Outros analistas destacam que existem opções para aumentar a privacidade, como ativar mensagens que desaparecem ou ajustar configurações de segurança. Mesmo assim, essas medidas têm limitações, especialmente porque o uso do XChat depende de uma conta no X, o que amplia os riscos de rastreamento, criação de perfis e possível uso indevido de dados.

Na comparação com outras plataformas, vários especialistas avaliam que ainda existem alternativas que oferecem níveis mais altos de privacidade. O XChat, por sua vez, ainda enfrenta questionamentos e terá que comprovar a segurança do seu sistema ao longo do tempo.

*WhatsApp pertence à Meta, empresa classificada como organização extremista na Rússia, onde suas redes sociais são proibidas.