O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou, em nota divulgada nesta sexta-feira (24), a abertura de novos mercados para o agronegócio brasileiro, com destaque para Cuba.
O país caribenho de 11 milhões de habitantes passa a receber carne bovina e carne suína com osso do Brasil. Segundo o Itamaraty, os produtos se somarão aos mais de US$ 255 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) de produtos do agronegócio exportados para a ilha.
Filipinas e Coreia do Sul são outros países destacados pelo comunicado, tendo aprovado, respectivamente, a exportação de carne bovina resfriada com e sem osso, de castanha-do-Brasil com e sem casca, além de castanhas de baru e de caju. Com esses anúncios, são 600 aberturas de mercado para o agronegócio brasileiro desde o início de 2023.
Entre os principais mercados abertos pelo Brasil nos últimos anos, estão o de exportação de produtos agrícolas para Rússia e Índia, e o de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) para a China.
Ameaça dos EUA a Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar com "diversos países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir o deslocamento na ilha de "capacidades militares e de inteligência sofisticadas" da Rússia e da China.
- Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas a países que vendam petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.
- A medida ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Havana, que tem rejeitado sistematicamente essas acusações e afirmado que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "essa nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de um grupo que sequestrou os interesses do povo americano para fins puramente pessoais".
- Em 7 de março, Trump afirmou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", acrescentando que o país estaria "chegando ao fim do caminho".
- Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta fortemente a economia da ilha, foi recentemente reforçado com novas medidas coercitivas unilaterais por parte da Casa Branca.