O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, acusou o Japão, nesta sexta-feira (24), de "interagir frequentemente" com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em uma "agenda evidente de provocar conflitos".
Segundo o diplomata, o avanço do "neomilitarismo" no Japão "já é uma realidade" e representa uma "ameaça real". "Não devemos permitir que as tragédias da história se repitam", completou.
A chancelaria argumentou que forças de direita japonesas têm promovido políticas de defesa mais ofensivas e expansionistas, em uma tentativa de acelerar a remilitarização do país.
Guo afirmou que essas forças têm buscado revisar a Constituição pacifista pós-guerra do país, flexibilizar a exportação de armas letais e ampliar os gastos militares, em um movimento que, segundo ele, visa reconstruir o "complexo industrial-militar" e acelerar a militarização.
Japão e OTAN
Ele afirmou ainda que o Japão tem mantido conversas com a OTAN, em um esforço para levar a aliança militar à região da Ásia-Pacífico, em uma iniciativa "tão clara quanto o dia" de provocar confrontos.
Também houve menção à necessidade de os países da região "permanecerem em alerta" com a advertência de que não se deve permitir o retorno do militarismo japonês nem que "qualquer pessoa ou força minem a paz e semeiem desastres em nossa região".
A imagem do Japão como "país amante da paz" foi mencionada como já "em ruínas", diante de medidas como a revisão da Constituição, a flexibilização das regras para importação e exportação de armas letais, a implantação de mísseis ofensivos e o aumento dos gastos militares.