
Gustavo Petro chega à Venezuela para se reunir com Delcy Rodríguez

O presidente colombiano Gustavo Petro chegou à Venezuela nesta sexta-feira (24) para se reunir em Caracas com Delcy Rodríguez, que desde janeiro é presidente encarregada do país.
O mandatário foi recebido no Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende a capital venezuelana, por uma comitiva liderada pelo chanceler Yván Gil. Em seguida, seguiu ao Palácio de Miraflores, onde foi recebido por Rodríguez.
Llegada del Presidente Gustavo Petro al Palacio de Miraflores para reunirse con la Presidenta Encargada de Venezuela Delcy Rodríguez pic.twitter.com/sn6pVCZH6a
— Andrea Betania Romero A. (@AndreatlSUR) April 24, 2026
Na véspera, foi instalada em Caracas a II Reunião da Comissão de Vizinhança e Integração Colômbia-Venezuela. Nesse contexto, a chanceler colombiana, Rosa Villavicencio, destacou os laços históricos entre os dois países e defendeu o aprofundamento da cooperação bilateral por meio do diálogo.
"Colômbia e Venezuela não são apenas países vizinhos, são nações irmãs unidas pela história, pela cultura, pela geografia e, sobretudo, por seus povos. Sabemos que apenas por meio do trabalho conjunto, do diálogo permanente e da cooperação efetiva poderemos construir caminhos reais de bem-estar, desenvolvimento e integração para nossas populações", afirmou.

Em relação aos temas da reunião, embora anteriormente Petro tenha afirmado que os acordos de gás com a Venezuela eram parte importante do interesse da Colômbia — e em março de 2026 tenham começado a chegar os primeiros carregamentos de gás venezuelano ao país —, na terça-feira (21) ele indicou que, desta vez, a agenda estará centrada em segurança e inteligência transfronteiriça.
"O Catatumbo é um tema a ser tratado com a presidente Delcy [Rodríguez]. Por isso, minha delegação será majoritariamente militar e policial […]. Agora o tema é segurança e um plano conjunto, que até o momento tem sido sabotado. E não deve ser sabotado. A orientação que dei há tempo é que haja coordenação com a polícia e as forças militares da Venezuela […] e uma relação estreita de inteligência. Sem inteligência, as bombas caem onde não devem cair", afirmou.
