Homens inteligentes são mais fortes e têm menos relacionamentos casuais, revela estudo

Segundo um estudo da Universidade de Oakland, a menor promiscuidade observada em homens com maiores habilidades cognitivas indica uma maior tendência a se destacar em relacionamentos monogâmicos.

Em homens, uma maior inteligência está correlacionada a características físicas como força no aperto de mão e uma compleição mais masculina (corpo em forma de "V"), além de estar associada a um menor interesse em relações casuais,  sugeriu um estudo publicado em 10 de março no Springer Nature. 

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Oakland, nos EUA, analisou uma amostra de 41 homens entre 18 e 33 anos.

Os participantes forneceram seu histórico sexual para avaliar a promiscuidade e foram submetidos a testes de resolução de problemas cognitivos e medição de força de aperto manual. Os pesquisadores também mediram o Índice de Massa Corporal (IMC), a altura e proporções morfológicas, comparando a largura dos ombros e quadris. Um corpo em forma de "V" – ombros e peito largos que se afunilam para uma cintura fina – é frequentemente associado ao ideal de masculinidade e musculatura, sendo interpretado como um sinal de boa saúde.

A investigação se baseia na teoria do fator de aptidão geral humana, que propõe que a qualidade genética de uma pessoa se reflete simultaneamente em múltiplas características físicas e mentais, devido a um fenômeno genético chamado pleiotropia, onde um único gene pode influenciar diversos sistemas do organismo, como o sistema imunológico e o desenvolvimento cerebral.

Explicação dos autores

A autora principal, Tara DeLecce, explicou que, ao contrário do que se poderia pensar, a menor promiscuidade observada em homens mais inteligentes não indica incapacidade para conseguir parceiras, mas sim uma maior tendência a se destacar em relacionamentos monogâmicos e estáveis.

"Nossas descobertas concordam mais com a ideia de que, pelo menos entre os homens, a inteligência está relacionada à saúde física e/ou à boa genética, mas inversamente relacionada à promiscuidade sexual", afirmou.

A pesquisadora ressaltou as limitações do trabalho. A amostra é pequena (41 homens), composta majoritariamente por estudantes universitários, o que dificulta a generalização das conclusões para a população como um todo. "Os resultados devem ser interpretados com cautela até que sejam replicados de forma mais generalizada", sublinhou DeLecce.