O governo dos Estados Unidos reclassificou, nesta quinta-feira (23), o licenciamento federal dos produtos médicos feitos com base em maconha sob a Lei de Substâncias Controladas (CSA, na sigla em inglês). A mudança coloca a substância na categoria de drogas aceitas para uso em pesquisa.
Nos EUA, as drogas são classificadas em diferentes categorias, que qualificam sua capacidade de gerar dependência. Até a reclassificação, a maconha estava na Lista I, considerada "de alto risco" pelo governo, como é o caso de heroína, LSD e ecstasy.
A nova classificação, da Lista III — que inclui drogas como cetamina e esteroides anabolisantes —, vale apenas para produtos médicos regulamentados pelo governo federal com base em maconha e não legaliza o uso medicinal e recreativo em nível federal.
O movimento, segundo a revista Scientific American, facilita o uso da maconha em pesquisas médicas, já que as drogas classificadas como Lista I "não são atualmente aceitas para uso médico e têm um grande potencial de vício", segundo o ASC.
O procurador-geral Todd Blanche declarou no comunicado que esta "reclassificação permite a pesquisa sobre a segurança e eficácia desta substância, proporcionando, em última análise, melhor tratamento aos pacientes e médicos munidos de informação mais confiável".