O pesquisador de OVNIs e escritor David Wilcock, que teria se suicidado na segunda-feira (20), havia manifestado publicamente temor por sua vida — e usuários da internet rapidamente resgataram essas declarações diante da hipótese de um padrão de casos similares.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, Wilcock afirma que "cientistas estão desaparecendo" e que "isso é um pouco assustador".
Internautas também compartilharam uma postagem de 2022 do pesquisador em que ele manifestava preocupação com sua própria segurança.
"Pretendo VIVER. Não sou suicida de forma alguma. Apenas preocupado com o que acontece quando você prova que Deus é real", escreveu na ocasião.
O caso de Wilcock é uma adição a outras mortes e desaparecimentos de pessoas ligadas ao estudo de vida extraterrestre e tecnologias inovadoras. Essas ocorrências envolvem pessoas associadas a programas de defesa nuclear e espacial vinculados a instituições como NASA, SpaceX e Blue Origin, entre 2022 e 2026.
A suposição de uma ligação comum levou o FBI a anunciar, na terça-feira (21), a abertura de investigações sobre 11 episódios do tipo.
"Não me matei"
Um dos casos mais emblemáticos é o da pesquisadora de antigravidade e entusiasta de estudos sobre vida alienígena Amy Eskridge. Ela morreu em junho de 2022 após um disparo autoinfligido. Assim como Wilcock, porém, ela havia manifestado preocupação com sua segurança pouco antes de sua morte.
Ela já mencionava que sua vida poderia estar em risco em uma entrevista de 2020. Já em maio de 2022, ano em que faleceu, Amy teria enviado uma mensagem ao ex-oficial de inteligência britânico Franc Milburn, posteriormente divulgada por ele e reportada pelo New York Post, com um aviso inequívoco.]
"Se você ver qualquer notícia de que eu me matei, eu quase definitivamente não me matei. Se você ver qualquer notícia que eu tive uma overdose, eu quase definitivamente não tive. Se você ver qualquer notícia de que eu matei qualquer pessoa, eu quase definitivamente não matei", alertou a cientista.
Resposta institucional
Diante da repercussão dos casos, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em 15 de abril que o governo americano acompanha as ocorrências.
"À luz das recentes e legítimas questões sobre esses casos preocupantes, e do compromisso do presidente Trump com a verdade, a Casa Branca está trabalhando ativamente com todas as agências relevantes e o FBI para revisar, de forma abrangente, todos os casos", disse.
A porta-voz da NASA Bethany Stevens também se pronunciou sobre o caso. Ela disse que a agência espacial está contribuindo com as investigações.
"A NASA está coordenando e cooperando com as agências relevantes em relação aos cientistas desaparecidos. Neste momento, nada relacionado à NASA indica uma ameaça à segurança nacional. A agência está comprometida com a transparência e fornecerá mais informações conforme possível", afirmou.