
Kremlin denuncia rearmamento militar da Europa voltado contra a Rússia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou, nesta quinta-feira (23), que os países europeus seguem o caminho do militarismo e demonstram agressividade em relação à Rússia.
"Vemos um aumento desse militarismo na Europa, dessa agressividade na Europa contra a Rússia", declarou o porta-voz presidencial russo em entrevista a meios locais.
Segundo Peskov, "trata-se de uma manifestação direta de rearmamento militar que tem como alvo a Federação da Rússia, está se tornando uma confrontação total", acrescentou.

O porta-voz afirmou que "isso é ruim" e enfatizou que essa postura europeia obriga Moscou a tomar medidas para proteger seus interesses e alcançar os objetivos definidos no início da operação militar especial.
Peskov também comentou a intensificação do desenvolvimento do setor militar na Alemanha. "O conceito da Alemanha é, eu diria, a quintessência de tudo isso. É uma manifestação muito clara, a mais clara de todas. Mas isso é, por assim dizer, a própria encarnação da confrontação", afirmou.
Aspirações Bélicas
No comunicado divulgado na quarta-feira (22) sobre o plano das Forças Armadas alemãs, afirma-se que "Estados como a Rússia já atuam à beira da guerra", motivo pelo qual Berlim "deve se preparar para uma escalada bélica".
"Para se proteger eficazmente, e a seus aliados, as Forças Armadas alemãs devem se tornar o exército convencional mais poderoso da Europa. O plano traça o caminho para alcançar isso", diz o texto.
Por sua vez, Peskov afirmou que os planos da Alemanha de criar o exército convencional mais forte da Europa certamente farão com que muitos cidadãos europeus sintam "um arrepio na espinha".
- Moscou reiterou em diversas ocasiões que não tem planos de atacar a Europa, classificando essas teorias como ridículas. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que as elites governantes europeias estão mergulhadas na histeria de que "a guerra com os russos está logo ali". "É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer sua própria população", acrescentou.
