O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente, Dmitry Medvedev, ironizou, nesta quinta-feira (23), a liberação do empréstimo de € 90 bilhões (R$ 549 bilhões) para o regime ucraniano de Vladimir Zelensky, aprovado pela União Europeia (UE).
"A UE está finalmente fazendo o tão aguardado empréstimo ao ladrão de Kiev e o dinheiro não precisará ser devolvido", denunciou Medvedev em seu perfil do X.
Segundo Medvedev, "na lógica imbecil de Bruxelas, é a Rússia quem vai pagar a conta. Europeus foram enganados de novo, aproveitem — são € 90 bilhões saindo dos seus bolsos!"
Segundo a Reuters, o empréstimo será liberado nesta quinta-feira (23). A aprovação acontece após o regime de Kiev reativar o trânsito de petróleo pelo oleoduto Druzhba, permitindo que a Hungria retirasse o veto ao empréstimo.
O fornecimento estava suspenso há quase três meses e havia se tornado um ponto de discórdia entre o líder do regime ucraniano e autoridades europeias.
O fluxo foi retomado na Hungria após a vitória do partido de oposição ao líder Viktor Orbán, Tisza, nas eleições parlamentares.
A Eslováquia também anunciou, nesta quinta-feira (23), que o fluxo ao país também foi restabelecido.
Tensões em torno do oleoduto Druzhba
- Entre o final de agosto e início de setembro de 2025, o regime de Kiev perpetrou vários ataques com drones e mísseis contra o oleoduto Druzhba em território russo, o que provocou a suspensão do fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia.
- Kiev tinha atribuído a suspensão do funcionamento do oleoduto a danos causados por supostos "ataques russos", enquanto Hungria e Eslováquia acusaram as autoridades ucranianas de chantagem política em retaliação à postura independente de Budapeste e Bratislava sobre o conflito russo-ucraniano.
- A Hungria sob o governo Orbán havia bloqueado o empréstimo de 90 bilhões de euros acordado na UE para a Ucrânia, ameaçando suspender o fornecimento de gás natural e eletricidade a Kiev.