Economia da Argentina recua em fevereiro e aprofunda cenário de retração econômica

A queda reflete o consumo fraco e a retração industrial; o ajuste fiscal e inflação seguem pressionando a atividade.

A economia da Argentina registrou retração de 2,1% em fevereiro na comparação anual, segundo dados oficiais divulgados neste mês, indicando continuidade no enfraquecimento da atividade econômica no início de 2026.

O indicador, considerado uma prévia do PIB, aponta que o país segue em trajetória de contração após um 2025 já negativo. O resultado de fevereiro é o pior desempenho recente, reforçando o cenário de recessão no curto prazo.

A queda tem relação direta com a redução do consumo e o recuo da produção industrial. A inflação elevada compromete o poder de compra das famílias, enquanto empresas enfrentam custos mais altos e restrições de crédito, limitando investimentos.

O ajuste fiscal conduzido pelo governo de Javier Milei também pesa sobre a atividade. Cortes de investimentos públicos e redução de subsídios contribuem para o reequilíbrio das contas, mas geram impacto imediato na demanda interna.

A inflação segue como principal fator de pressão sobre a economia. Apesar de sinais pontuais de desaceleração, o nível de preços continua elevado, dificultando a recuperação da renda e da atividade.