
Tucker Carlson expõe o que Israel realmente pensa sobre soldado que vandalizou estátua de Jesus

O apresentador norte-americano Tucker Carlson comentou, nesta quinta-feira (23), um vídeo em que um soldado israelense aparece golpeando com um martelo uma estátua de Jesus, levantando questionamentos sobre o ocorrido e sobre a reação das autoridades israelenses. Na segunda-feira (20), as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a autenticidade das imagens e anunciaram a abertura de uma investigação interna.
Carlson afirmou em seu canal no YouTube que, ao ver a gravação, algumas pessoas poderiam supor que a estátua escondia uma arma. No entanto, ele argumentou que isso não faria sentido, dizendo que não haveria lógica em um soldado "destruir uma estátua cheia de explosivos".
Lebanon |An Israeli soldier smashing the head of a Jesus Christ statue during operations in southern Lebanon. pic.twitter.com/Sj1m16tj9q
— Younis Tirawi | يونس (@ytirawi) April 19, 2026
Ele também lembrou que, após a confirmação da autenticidade, veículos de imprensa israelenses demonstraram preocupação com o impacto das imagens na percepção internacional e com a circulação do vídeo em contas associadas ao Irã e ao Hezbollah. Segundo esses comentários na mídia israelense, o episódio "não pega bem" para o país e deve repercutir amplamente, inclusive nos Estados Unidos.
Diante disso, o jornalista criticou esse tipo de abordagem. "O problema de um soldado das IDF destruir o rosto de Jesus não é ter destruído o rosto de Jesus. O problema é que foi filmado", afirmou. Ele acrescentou que não apenas o autor do ato teria sido responsabilizado, mas também quem registrou a cena. "Porque expor o que a IDF faz para o resto do mundo é o verdadeiro crime", ironizou.

Carlson afirmou ainda que o debate não se concentrou em explicar o motivo do ocorrido, mas sim na forma como isso seria percebido internacionalmente. "O que não se ouve é nenhuma análise sobre por que isso aconteceu em primeiro lugar. Por que um soldado israelense faria isso? O que isso revela sobre as atitudes do Exército israelense e de Israel em relação ao cristianismo?", questionou.
Na mesma linha, ele disse que esse tipo de discussão costuma ser evitado, porque "o único foco é como isso será visto pelo resto do mundo, especialmente pelos evangélicos americanos, que foram o último grande bloco de apoio a Israel nos Estados Unidos".
"Então o problema, do ponto de vista israelense, não é que isso tenha acontecido. O problema é que os evangélicos americanos podem descobrir", concluiu.
