O governo Trump se envolveu em uma disputa de custódia ao enviar um avião oficial a Cuba para transportar uma criança de 10 anos, natural do estado do Utah, que teria sido levada à ilha por um de seus pais sem permissão ou conhecimento da mãe biológica. A informação foi publicada na terça-feira (21) pelo Escritório da Procuradoria dos Estados Unidos.
A queixa acusa Rose Inessa-Ethington, uma mulher transgênero*, de levar a criança a Cuba após alegar que viajaria com ela até Alberta, no Canadá. Ela foi presa junto com sua parceira, Blue Inessa-Ethington, e acusada nos Estados Unidos de sequestro parental internacional.
Segundo os documentos do processo, familiares da criança apontam para uma manipulação por parte de Rose para fazer a criança, que nasceu como menino, se identificar como menina.
Os documentos registram preocupações de familiares de que a criança pudesse ser levada a Cuba para uma cirurgia de redesignação de gênero. Cabe destacar que esse tipo de procedimento não é permitido para menores na ilha.
O porta-voz da polícia da cidade de Logan, sargento Brandon Bevan, disse à AP que as questões foram levantadas por um único membro da família, mas que "não há evidência física".
O caso acontece após o governo Trump mudar a legislação, proibindo cirurgia de transição de gênero em menores.
*O movimento internacional LGBT é classificado como uma organização extremista no território da Rússia e proibido no país.