
Papa Leão XIV defende reintegração social de presos durante visita à prisão de país africano

Durante uma visita à prisão de Bata, na Guiné Equatorial, o Papa Leão XIV defendeu nesta quarta-feira (22) uma justiça pautada pela dignidade, conforme noticiado pelo Vatican News.
O pontífice reuniu-se com detentos, funcionários e representantes da pastoral carcerária, afirmando que o sistema prisional deve focar na reconstrução social. "Não há justiça sem reconciliação", declarou.
O país possui uma economia movida pela exportação de petróleo, mas ainda enfrenta o desafio de ter mais da metade da população vivendo na pobreza, enquanto organizações internacionais seguem apontando um histórico de condições críticas e abusos no sistema carcerário.

Durante o encontro, os presos relataram arrependimento pelos seus crimes e o peso das consequências sobre as vítimas e suas famílias. Para a pastoral carcerária e o capelão da unidade, a presença do pontífice foi vista como um forte sinal de esperança e reconciliação para os que buscam a reintegração.
Enquanto o Papa deixava o local, os detentos começaram a pular sob a chuva e a gritar "Liberdade, liberdade", sob o olhar do ministro da Justiça, Reginaldo Biyogo Mba Ndong Anguesomo, que permanecia no pátio, segundo informações da agência Reuters.
O pontífice enfatizou que o tempo de detenção pode ser uma chance de reflexão e mudança, defendendo o acesso ao estudo e ao trabalho como pilares do processo de reintegração. "Vocês não estão sozinhos", afirmou.
Por fim, o Papa ressaltou que a reintegração exige o envolvimento de toda a sociedade, que deve atuar tanto na prevenção quanto na reparação das consequências dos crimes, visando a reconstrução das realidades sociais.
