China reage após países africanos proibirem líder de Taiwan de sobrevoar seus espaços aéreos

"Taiwan é uma parte inalienável do território chinês", reiterou o porta-voz Guo Jiakun, da chancelaria da China.

O Ministério das Relações Exteriores da China reagiu, nesta quarta-feira (22), por meio de seu porta-voz Guo Jiakun, às alegações de suposta interferência para impedir que o líder da região de Taiwan, Lai Ching-te, visitasse Eswatini, país no sul da África com 1,2 milhão de habitantes.

Jiakun relembrou em sua resposta que todos os países africanos, exceto Eswatini, estabeleceram laços diplomáticos com Pequim. "Esses 53 países, junto com a União Africana, adotaram a Declaração de Pequim no Encontro do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), em 2024", apontu.

"Eles reiteraram em diversas ocasiões que apoiam com firmeza o princípio de Uma Só China, de que há apenas uma China no mundo e de que Taiwan é uma parte inalienável do território chinês", reafirmou.

Ainda na coletiva, Guo Jiakun enfatizou que está bem claro que "não há mais um autoproclamado 'presidente da República da China' no mundo. Qualquer um que usar este falso título está agindo contra a história e só trará desgraça a si mesmo", disse.

O diplomata também sustentou que ninguém "jamais poderá impedir uma eventual reunificação da China". "As tentativas separatistas que têm como alvo uma 'independência de Taiwan' são fúteis e estão destinadas ao fracasso", assegurou.

Acusações 

Representantes da administração de Taiwan cancelaram o voo para participar das celebrações do 40º aniversário da ascensão do Rei de Eswatini, Mswati III. O país é um dos únicos 12 países que mantêm laços diplomáticos formais com Taiwan.

As lideranças em questão, citadas pela Reuters, alegam que os governos de Seicheles, Maurício e Madagascar revogaram unilateralmente a permissão para que uma aeronave taiwanesa sobrevoasse seus espaços aéreos, e apontam para uma suposta influência chinesa por trás da decisão.