
'A história se repete': Argentino é preso em Copacabana por injúria racial
O argentino José Luis Haile, de 67 anos, foi preso em flagrante em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após acusação de injúria racial contra uma funcionária de um supermercado na segunda-feira (20), conforme publicado pelo O Globo.
"Negra put*", teria dito o homem, durante a discussão no estabelecimento.
Segundo o relato da vítima, Samara Rodrigues de Lima, de 23 anos, que trabalha como expedidora de mercadorias do Rappi, aplicativo de delivery, a discusação começou após o cliente reclamar da velocidade do atendimento da caixa.

Ela afirmou que interveio na discussão e, em seguida, foi alvo das ofensas.
"Eu comecei a me exaltar com ele e o chamei de covarde, porque na hora do insulto racista ele falou baixinho. No momento, fiquei bem nervosa e com raiva. Eu não esperava que isso fosse acontecer e esperava um pouco mais de apoio do pessoal do mercado, mas os seguranças não fizeram nada", disse.
De acordo com a Polícia Civil, o homem foi detido por guardas municipais após ser denunciado por um outro argentino que presenciou a cena dentro do supermercado.
Ele foi levado para a 12ª Distrito Policial, de Copacabana, e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia.
A investigação trata o caso como injúria racial, crime equiparado ao racismo. O suspeito mora no Brasil há cerca de dois anos.
"A história se repete"
Em janeiro de 2026, outro caso de racismo envolvendo um cidadão da Argentina viralizou no Rio de Janeiro. A turista Agostina Páez virou ré diante da Justiça brasileira após fazer gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema.
A defesa obteve autorização para o retorno ao país após decisão judicial que suspendeu medidas cautelares. A indenização fixada girou em torno de R$ 774 mil para três vítimas.
