Após meses de sufocamento, Ucrânia libera oleoduto para fluxo de petróleo russo à Hungria

Segundo a agência britânica Reuters, a retomada do fluxo pelo oleoduto Druzhba nesta quarta-feira (22) possibilitou o desembolso de 90 bilhões de euros da União Europeia ao regime de Kiev.

Após a vitória do partido da oposição Tisza nas eleições parlamentares húngaras — considerado mais próximo de Kiev do que o governo cessante de Viktor Orbán — a Ucrânia retomou o fluxo de petróleo bruto russo para a União Europeia através do oleoduto Druzhba, informou nesta quarta-feira (22) a companhia petrolífera húngara MOL.

O fornecimento estava suspenso há quase três meses e havia se tornado um ponto de discórdia entre o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, e autoridades europeias, de Budapeste a Bratislava.

Em comunicado, a MOL, principal empresa de energia da Hungria, especificou que a companhia ucraniana JSC Ukrtransnafta a notificou de que "o recebimento de petróleo da Belarus pelo oleoduto Druzhba começou na Ucrânia ao meio-dia de hoje". A empresa espera que os primeiros carregamentos, após a reativação do trecho ucraniano, cheguem "à Hungria e à Eslováquia até amanhã".

A Ukrtransnafta havia anunciado anteriormente que os reparos no oleoduto Druzhba foram concluídos e que as condições de força maior em vigor desde 27 de janeiro terminaram às 18h do dia 21 de abril.

Reuters informou nesta quarta que o empréstimo da UE à Ucrânia, no valor de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 525 bilhões), está previsto para ser liberado na quinta-feira (23). Segundo uma fonte citada pela agência de notícias, a retomada do fluxo pelo oleoduto Druzhba possibilitou esse desembolso.

A agência detalha que o bombeamento começou às 9h35 GMT e, pouco depois, os embaixadores da UE, reunidos em Bruxelas, aprovaram o empréstimo.

Chantagem de Kiev