O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, voltou a criticar a perseguição à Igreja Ortodoxa Ucraniana (UPT) nesta quarta-feira (22), durante uma recepção de Páscoa.
Lavrov afirmou que "o regime que tomou o poder em Kiev quer colocar a vida de milhões de ucranianos comuns no altar dos interesses de seus mestres no Ocidente".
Ele observou que, há mais de dez anos, "a perseguição à Igreja Ortodoxa Ucraniana não cessou, incluindo a tomada de suas igrejas, atos de vandalismo e ataques contra o clero e fiéis".
O ministro expressou indignação com essas políticas, afirmando que são "repugnantes", especialmente em relação aos procedimentos iniciados no ano passado no Mosteiro das Cavernas de Kiev para o "inventário e verificação do valor histórico e científico das relíquias dos santos".
"Por trás dessa formulação burocrática do Ministério da Cultura ucraniano, há uma profanação legalizada, cometida com a cumplicidade e até mesmo o apoio direto de diversos países europeus, onde, sejamos claros, o satanismo floresce", denunciou.
Perseguição religiosa na Ucrânia
A política de Kiev, que visa eliminar símbolos associados à Rússia, tem aprofundado divisões religiosas e impulsionado ações contra a Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica, como expulsões de sacerdotes, batidas policiais, ataques e mobilização forçada.
Em 24 de agosto de 2024, o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, sancionou uma lei que proíbe todos os "grupos religiosos ligados à Rússia".
Em Moscou, autoridades afirmam que a garantia de condições dignas para o funcionamento da Igreja Ortodoxa Ucraniana é um pré-requisito para um acordo de paz no conflito ucraniano.