Em 2025, o número de pessoas nascidas fora da União Europeia que residem no bloco atingiu o recorde de 64,2 milhões, um aumento de 2,1 milhões em comparação com o ano anterior, informou a Reuters nesta quarta-feira (22).
Os números mostram um crescimento significativo em relação aos 40 milhões de imigrantes registrados em 2010. Os dados, compilados pelo Centro de Pesquisa e Análise sobre Migração da RFBerlin e baseados em fontes como o Eurostat e o ACNUR, revelam que a migração na UE continua a aumentar e está mudando tanto em sua distribuição quanto em suas características.
A Alemanha continua sendo o principal país receptor de imigrantes na região, com quase 18 milhões de residentes nascidos no exterior.
A Espanha registrou o maior aumento recente, com cerca de 700 mil imigrantes a mais, elevando sua população nascida no exterior para 9,5 milhões.
O estudo também destaca as disparidades nos padrões migratórios dentro da UE. Países como Luxemburgo, Malta e Chipre têm uma proporção maior de imigrantes em relação ao tamanho de sua população.
Os pedidos de asilo estão concentrados em poucos países: Espanha, Itália, França e Alemanha respondem por três quartos de todos os pedidos. A Alemanha também lidera o número de refugiados acolhidos, com um total de 2,7 milhões.