Um oficial do Exército dos EUA envolvido na supervisão da segurança nuclear foi afastado de suas funções após a divulgação de um vídeo gravado secretamente, onde ele conversa sobre assuntos sensíveis, incluindo a postura nuclear dos EUA, armas químicas, a guerra dos EUA contra o Irã e a corrupção na Ucrânia.
As imagens foram publicadas pelo grupo de mídia de James O'Keefe, conhecido por gravar secretamente encontros entre repórteres e pessoas sob investigação.
O indivíduo no vídeo foi identificado como Andrew Hugg, chefe de segurança química e nuclear do Exército dos EUA, um cargo focado não na gestão direta do arsenal nuclear do país, mas sim na supervisão e controle da segurança.
Confessando segredos a "garota atraente"
Na gravação, feita em um restaurante, Hugg conversa com uma repórter disfarçada e comenta ironicamente que "a maneira mais fácil de obter informações" é enviar uma "garota atraente" para conversar com um homem.
Ao longo da conversa, Hugg afirmou que os EUA ainda possuem armas como agentes nervosos —, substâncias químicas altamente tóxicas que interrompem o funcionamento do sistema nervoso, causando paralisia e podendo levar à morte —, e mencionou o caso de um químico do Exército que teria sido exposto a uma substância e discutido uma tentativa de assassinar o líder supremo do Irã, Mojtba Khamenei.
"Se ele não mudar de atitude, sim, eles [os EUA] vão matá-lo", declarou.
O militar também minimizou as baixas civis, incluindo crianças, no Irã, descrevendo-as como "danos colaterais" das ações militares contra o país.
Corrupção em Kiev
O oficial alegou ter vivido na Ucrânia e testemunhado atos de corrupção por parte de integrantes do regime de Kiev, a quem acusou de roubar dinheiro dos contribuintes americanos desde a época do governo de Barack Obama.
"Aquele governo [ucraniano] é tão corrupto que roubou nosso dinheiro... Eles simplesmente roubaram e compraram casas, carros, até veículos de 100 mil dólares. Se eles podem ficar ricos e ir morar em Dubai, não se importam com o povo", disse.