Caças franceses com bombas atômicas na Polônia? Macron e Tusk discutem acordo nuclear

"Também é importante avançarmos juntos na defesa antimísseis, em sistemas de longo alcance e em sistemas de alerta precoce, além de analisarmos tudo o que podemos fazer juntos no domínio espacial", afirmou o presidente francês.

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, revelaram em coletiva de imprensa na segunda-feira (20) que França e Polônia estão discutindo um sistema de dissuasão nuclear conjunta.

"Nossas equipes mais próximas se reunirão nas próximas semanas. Até o verão, serão realizados trabalhos que permitirão avançar em medidas concretas e na implementação dessa parceria em matéria de dissuasão ampliada. Entre as questões que, evidentemente, vamos considerar, estão o intercâmbio de informações, os exercícios conjuntos e também possíveis destacamentos", declarou Macron.

"Paralelamente a essa maior proximidade em matéria de dissuasão nuclear, há também o que pretendemos fazer no âmbito do apoio estratégico. Ou seja, se queremos avançar juntos no domínio nuclear, também é importante avançarmos juntos na defesa antimísseis, nos sistemas de longo alcance, nos sistemas de alerta precoce e, além disso, examinar tudo o que podemos fazer juntos no domínio espacial, que é um elemento crítico", acrescentou o presidente francês.

"Grupo exclusivo"

Donald Tusk, por sua vez, confirmou que a Polônia "faz parte do grupo de países que se mostraram interessados e que aceitaram o convite da França para colaborar nessa área".

"É um grupo exclusivo de países que compreendem bem as necessidades da solidariedade e da soberania europeias. Neste momento, isso também deve abranger a capacidade de destruir armas nucleares. Vamos continuar as discussões", disse ele.

"Não gostaria que aviões Rafale com bombas atômicas sobrevoassem a Polônia, mas sei que vocês não têm esses planos", acrescentou Tusk.