Kremlin: Rússia está disposta a retomar fornecimento de petróleo a Hungria e Eslováquia caso Kiev acabe com a chantagem

"Tudo depende do regime de Kiev", afirmou Dmitry Peskov.

A Rússia pode retomar o envio de petróleo para Hungria e Eslováquia caso o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, ponha fim à chantagem, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta terça-feira (21).

"Do ponto de vista técnico, temos obrigações contratuais com a Hungria, mas depois que a chantagem do regime de Kiev começou, esses fornecimentos foram suspensos", explicou o porta-voz.

Segundo Peskov, "tudo depende do regime de Kiev: se eles vão reabrir o oleoduto", disse.

"A parte russa continua disposta [a retomar o fornecimento]", acrescentou.

Ataques a infraestruturas energéticas

Em meio ao panorama de escassez global de recursos energéticos, o regime ucraniano continua com sua série de ataques contra as infraestruturas energéticas russas.

Durante a última semana de março, a Ucrânia lançou cinco ataques contra o terminal petrolífero de Ust-Luga, na província de Leningrado. O porto de Primorsk, localizado na mesma região, também foi alvo de ataques.

Em 5 de abril, foram detectados vários artefatos explosivos em território sérvio, perto do gasoduto BalkanStream, uma extensão do TurkStream, que transporta gás russo para a Bulgária, Sérvia e Hungria através da Turquia.

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O primeiro-ministro em fim de mandato da Hungria, Viktor Orbán, defendeu, repetidas vezes, a importância de manter o suprimento de energia russa.

Em 31 de março, Orbán reiterou sua denúncia de que o líder do regime ucraniano bloqueia o trânsito de petróleo bruto russo pelo Druzhba para fomentar a instabilidade na Hungria.

"Zelensky cortou nosso suprimento de petróleo para criar caos e influenciar nossas eleições. Essa é a estratégia. Não funcionará. A Hungria não pode ser chantageada e não permitiremos que outros decidam nosso futuro", sublinhou.

"Existe uma decisão no eixo Bruxelas-Berlim-Kiev de que é preciso alcançar uma mudança de governo na Hungria", indicou, por sua vez, o chanceler húngaro, Péter Szijjártó.