
Eduardo Bolsonaro questiona decisão de Moraes por fotos no casamento de Tabata Amaral

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou o ministro do STF Alexandre de Moraes ao publicar, na segunda-feira (20), em sua conta no X, imagens do magistrado no casamento da deputada Tabata Amaral com João Campos, realizado em fevereiro deste ano, em Pernambuco.

A publicação associa a participação do ministro em um evento da deputada ao julgamento em que ele atua como relator no caso de difamação envolvendo o ex-parlamentar.
Na postagem, Eduardo também cita trechos da legislação que tratam da suspeição de magistrados. O Código de Processo Penal e o Código de Processo Civil preveem impedimento em situações de amizade íntima ou interesse no resultado do processo por parte do juiz.
Na mesma imagem: a autora do processo contra mim (Tabata) e o “juiz” (Moraes) que me condenou a 1 ano de prisão + multa, tudo no casamento dela!Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes.Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa? pic.twitter.com/C0L3qVzo4b
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) April 20, 2026
Entenda o caso
O episódio ocorre após voto do ministro do Supremo Tribunal Federal, que, na sexta-feira (17), propôs a condenação do ex-deputado por difamação contra a parlamentar.
A ação foi apresentada em 2021, após uma publicação em rede social na qual Eduardo associou um projeto de lei da deputada a interesses de uma empresa do setor de absorventes íntimos. A queixa aponta que ele também acusou a deputada de ser patrocinada pelo dono da companhia.
Ah tá! Agora mulheres só menstruam se o Bolsonaro deixar... entendi...Essa aquisição passaria por licitação que compraria o mais barato (e em tese de pior qualidade). Assim, é melhor aos mais humildes receber esse dinheiro em forma de benefício assistencial e deixá-los escolher pic.twitter.com/4yByoooO4D
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) October 10, 2021
No voto, o relator sugeriu pena de um ano de detenção e 39 dias-multa, com valor fixado em dois salários mínimos por dia, totalizando mais de R$ 80 mil. A decisão no processo ainda depende do voto dos demais ministros no plenário do STF.

