
Tucker Carlson fala sobre os 'fracassos' e a 'traição de Trump ao povo americano'

O jornalista americano Tucker Carlson conversou, em podcast divulgado na segunda-feira (20), com seu irmão Buckley Carlson, sobre o que considera "fracassos" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao longo de sua gestão.
Segundo eles, um erro inicial foi dar poder a "multimilionários" e a pessoas sem experiência política, como seu genro Jared Kushner, ligado ao Partido Democrata.

"Washington é uma máquina realmente complicada […] Se você não tiver pessoas que entendam as alavancas do poder […] você fracassará", disse Tucker Carlson, acrescentando que Trump "não entendia" como Washington funciona.
O jornalista conservador também apontou a "incapacidade" de Trump de controlar o país durante os distúrbios de 2020 após a morte de George Floyd e após o assalto ao Capitólio em 2021. "Não exerceu seu poder nem reprimiu os distúrbios […] Falhou em reafirmar o controle e não soube explicar o que estava em jogo", afirmou.
Um ser "humano reprovável"
Para eles, após 2020, Trump não conseguiu sustentar a alegação de fraude e "não fez mais do que repetir argumentos absurdos […] que não eram convincentes e o faziam parecer um louco", e que após o assalto ao Capitólio, "tudo girava em torno do sofrimento de Donald Trump" e que ele "nem uma única vez […] utilizou [sua voz] em benefício dos americanos que o tinham apoiado".
"Que tipo de ser humano reprovável seria preciso ser para não fazer isso? […] O mais básico é proteger seus amigos […] e os compatriotas americanos", disse Carlson. "Ele tinha muito poder […] e não exerceu esse poder em nome de mais ninguém", acrescentou.
O jornalista ainda apontou o "fracasso total" em cobrar responsabilização por supostos crimes ligados ao governo de Joe Biden e por não cumprir promessas. "Trump havia se comprometido a fazer essas coisas. Ele não fez nenhuma delas […] simplesmente abdicou de seu poder", disseram.
«PARA SABER MAIS SOBRE QUEM FOI JEFFREY EPSTEIN, LEIA NOSSO ARTIGO»
Entre os pontos ignorados, citaram a investigação do assassinato de Charlie Kirk, além da não divulgação completa dos arquivos Jeffrey Epstein, do assassinato de John F. Kennedy e do 11 de Setembro.
Guerra desnecessária contra o Irã
Por fim, criticaram a guerra contra o Irã, classificada como "desnecessária" e "provavelmente eterna".
O presidente dos EUA "estava plenamente consciente dos riscos […] isso significaria uma traição […] mas ele fez", afirmou Carlson, acrescentando que Trump "claramente sentiu que não tinha outra opção", pois "Israel está exercendo essa pressão sobre ele", e que deveria admitir: "Encontro-me nesta posição insustentável […] mas não vou mais continuar aguentando isso".

