O que se sabe sobre o tiroteio na Pirâmide da Lua, em Teotihuacán no México

O ataque deixou mortos, feridos e mobilizou autoridades de vários países. O autor foi identificado por um documento encontrado no local.

O tiroteio ocorrido na segunda-feira (20) na Pirâmide da Lua, o segundo monumento mais importante da zona arqueológica de Teotihuacán, próximo à Cidade do México, deixou ao menos dois mortos, incluindo o próprio atirador, que se suicidou após abrir fogo contra os visitantes.

No local, autoridades encontraram uma credencial em nome de Julio César N., além de uma arma de fogo, uma arma branca e munições.

Ao todo, 13 pessoas receberam atendimento médico e oito permanecem hospitalizadas, de acordo com dados preliminares do Gabinete de Segurança do México. As informações ainda podem ser atualizadas.

Entre os feridos há cidadãos da Colômbia, Canadá, Rússia, Brasil, Estados Unidos e Países Baixos. O governo iniciou contato com autoridades estrangeiras para assistência consular.

AVISO: IMAGENS FORTES

As vítimas têm entre 6 e 61 anos. Dois menores estão entre as vítimas. Quatro pessoas sofreram ferimentos por arma de fogo, enquanto outros casos incluem fratura, entorse e crise de ansiedade.

Troca de tiros

Segundo relatos, o atirador entrou em confronto com membros da Guarda Nacional antes de morrer durante uma troca de tiros enquanto tentava fugir por um dos lados do monumento.

O agressor disparou várias vezes ao se sentir encurralado. Houve impactos em diferentes áreas do complexo, inclusive próximos a turistas e comerciantes, além das proximidades de outra pirâmide.

Durante o incidente, o agressor subiu mais um nível da pirâmide e tentou contorná-la, o que permitiu que dezenas de turistas retidos fugissem correndo, alguns deles feridos.

Posteriormente, foram ouvidos disparos de armas vindos da parte inferior, enquanto o atirador tentava se esconder. "Já acertaram ele", relataram testemunhas.

Tragédia na parte alta da pirâmide

O Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) informou que os feridos estão sendo atendidos em centros médicos de Ixtapaluca, Axapusco e Teotihuacán, incluindo o Hospital Geral de Axapusco. A Procuradoria-Geral da República anunciou a abertura de uma investigação.

Após o ataque, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que ordenou uma investigação "a fundo destes fatos" e a prestação de "todo o apoio" às vítimas. "O ocorrido hoje em Teotihuacán nos dói profundamente", declarou, acrescentando que acompanhará a situação de perto.