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'Que ele ponha fim nisso': Daniel Ortega critica políticas de Trump com relação a Irã, Cuba e Venezuela

O copresidente nicaraguense exigiu que o presidente dos Estados Unidos ponha fim "de uma vez por todas às políticas terroristas que aplica no mundo".
'Que ele ponha fim nisso': Daniel Ortega critica políticas de Trump com relação a Irã,  Cuba e VenezuelaGettyimages.ru / Jesus Vargas

O copresidente da Nicarágua, Daniel Ortega, reiterou nesta segunda-feira (20) sua solidariedade aos povos prejudicados pelas políticas dos Estados Unidos e classificou como "mentalmente desequilibrado" o presidente do país norte-americano, Donald Trump, contra quem criticou por "destruir" várias nações, como Cuba.

Durante um evento oficial em comemoração ao Dia Nacional da Paz, o copresidente exigiu que Donald Trump ponha fim à guerra contra o Irã, ao bloqueio contra Cuba e às sanções contra a Venezuela, e que o presidente venezuelano sequestrado, Nicolás Maduro, seja devolvido ao seu país.

"Uma potência que possui armamento nuclear. Estamos convencidos de que nos EUA não há democracia", afirmou, acusando Washington de impor sanções e de ameaçar outros Estados, como a Nicarágua e Cuba, país que, segundo ele lembrou, está "sob bloqueio há mais de 60 anos".

O líder classificou as ações de Donald Trump como uma "guerra imposta", as descrevendo como próprias de alguém que "perdeu a cabeça".

"A guerra imposta da forma como o presidente dos EUA a impõe é própria de alguém que perdeu a cabeça e acredita que pode fazer qualquer coisa, qualquer barbaridade", assinalou.

"Não está no seu juízo"

Nessa linha, ele o instou a acabar "de uma vez por todas com as políticas terroristas que aplica no mundo" e a demonstrar que é um homem de paz.

"Até o Prêmio Nobel da Paz esteve em disputa, mas não o recebeu […]. É um problema, diríamos, de desequilíbrio mental. Como dizemos aqui: 'Não está no seu juízo'", afirmou Ortega.

Ele expressou que "o presidente de uma potência como essa, que não está no seu juízo perfeito, vai acabar com seu povo, está acabando com seu povo e está acabando com a paz e a estabilidade do mundo".

"Que ele ponha à prova suas palavras em favor da paz, que ponha fim já à guerra contra o povo do Irã. Que ponha fim já ao bloqueio contra Cuba, que ponha fim já às sanções contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro retorne ao seu país", enfatizou.

O copresidente fez um apelo para a promoção de uma frente pela paz a partir dos povos e dos países em desenvolvimento. "A luta pela paz nestes tempos tornou-se mais urgente e temos que começar por nós mesmos, o povo", disse ele.

"Os países em desenvolvimento [...] devem buscar formar ali uma frente em prol da paz", acrescentou, insistindo para que se ponha fim à "política terrorista que os governantes norte-americanos aplicam ao mundo".

Ortega ressaltou que somente com "medidas em prol da paz" o presidente dos Estados Unidos receberá reconhecimento internacional, lembrando, por outro lado, que a Corte Internacional de Justiça condenou Washington por seus "atos de terrorismo" na Nicarágua durante a guerra civil na década de 1980 e ordenou que indenizasse o país centro-americano. "Pague, pague e não fique intimidando e sancionando os povos do mundo!", criticou Ortega.