Pentágono reconhece estar em 'crise' diante das capacidades nucleares de Rússia e China

Subsecretário afirmou que Pequim "está realizando uma expansão impressionante", enquanto Moscou possui "o maior arsenal do mundo" e segue modernizando suas forças.

Os Estados Unidos enfrentam pela primeira vez em sua história a necessidade de dissuadir duas potências nucleares de mesmo nível, Rússia e Chinaadvertiu, nesta segunda-feira (20), Robert Kadlec, subsecretário de Dissuasão Nuclear e Defesa Química e Biológica do Departamento de Guerra americano.

Kadlec afirmou que a "China está realizando uma expansão impressionante" de seu arsenal nuclear, enquanto a Rússia, que possui "o maior arsenal do mundo", continua modernizando suas forças e integrando "novos tipos de armas nucleares".

"Isto não é um problema hipotético futuro, é uma crise do agora", declarou, durante a revisão da Solicitação de Autorização de Defesa para o ano fiscal de 2027. O subsecretário também fez referência a outros atores regionais em expansão.

"Ambos os adversários contam com armas nucleares sofisticadas que superam amplamente em número as dos Estados Unidos", destacou.

Novas potências

Além disso, falou das crescentes capacidades da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), cujos mísseis — assegurou — "já podem atingir o território norte-americano".

"O panorama torna-se alarmantemente claro: nos encontramos em uma nova era, mais perigosa", acrescentou, ao mesmo tempo em que apontou "as ineficiências e riscos" acumulados na estrutura nuclear norte-americana.