Aliado de Trump na OTAN questiona legalidade de possível intervenção em Cuba

Ao lado de Lula, chanceler alemão sustentou que "os EUA não têm motivo algum para uma ação deste tipo".

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, rejeitou nesta segunda-feira (20) as ameaças dos EUA sobre uma possível intervenção em Cuba, durante visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não existe absolutamente nenhuma base clara para uma intervenção em Cuba", declarou Merz ao final de uma entrevista coletiva com Lula na cidade de Hannover.

Merz afirmou que, apesar dos problemas internos da ilha, "não existe nenhuma ameaça discernível para terceiros Estados fora de Cuba". Pontualmente, "no caso dos Estados Unidos da América, não há nenhum motivo para uma ação deste tipo", sustentou.

"Só posso aconselhar urgentemente que, se existem conflitos, se existem esforços pela mudança, inclusive no que diz respeito à liberdade de circulação, fronteiras abertas e direitos humanos, este caminho deve ser seguido por meios diplomáticos e pacíficos, e não iniciando desnecessariamente um novo conflito no mundo, o que apenas criaria mais problemas", disse.

Minutos antes, Lula se expressou na mesma linha. "Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Eu sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política sobre como uma sociedade deve se organizar ou não", disparou.

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