Neonazista português que planejou morte de adolescente brasileira culpa influência digital

Acusado responde por incentivo a homicídios e teria planejado outros ataques no Brasil. Caso envolve cooperação entre autoridades brasileiras e portuguesas.

O neonazista português acusado de planejar o ataque que matou uma estudante em uma escola em São Paulo afirmou em julgamento que foi influenciado por um grupo online, informou a mídia portuguesa no sábado (18).

Identificado como Miguel Ângelo, também conhecido como Mikazz, o réu tem 18 anos e está em prisão preventiva em Portugal. Ele tinha 17 quando o crime foi planejado, em 23 de outubro de 2023.

O ataque foi executado por um adolescente brasileiro de 16 anos, que matou Giovanna Bezerra da Silva, de 17, e feriu outros três alunos.

Durante o processo em Santa Maria da Feira, o acusado também mencionou imaturidade como fator relacionado à ação. Testemunhos e provas reunidas apontam que ele integrava um grupo digital chamado "The Kiss", que incentivava violência, disseminava conteúdo nazista e organizava ataques.

O Ministério Público de Portugal sustenta que o brasileiro não agiu sozinho e que a influência do português foi determinante. Ele responde por incentivo a sete crimes de homicídio, sendo um consumado e outros relacionados a tentativas ou planos.