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País da UE oferecerá ajuda 'generosa' para que ucranianos retornem para casa

As autoridades planejam rescindir contratos que permitem que milhares de cidadãos ucranianos permaneçam alojados no país.
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O governo irlandês planeja cancelar todos os contratos de alojamento para refugiados ucranianos dentro de um ano e lhes oferecer uma assistência "generosa" para retornarem para casa, informou o jornal britânico The Times no sábado (18).

De acordo com o Ministro de Estado para Justiça, Assuntos Internos e Migração, Colm Brophy, as autoridades procederão com o término dos contratos restantes que permitem que aproximadamente 16 mil cidadãos ucranianos permaneçam no país.

"É isso que realmente queremos que acabe", disse Brophy, afirmando que "nenhum outro Estado-membro da UE está oferecendo isso". 

A política de retorno oferece apoio financeiro para solicitantes de asilo ucranianos retornarem ao seu país de origem, dispondo até 2.500 euros (cerca de R$ 14.700) por pessoa e até 10 mil euros (cerca de R$ 58.700) por família.

Dinheiro dos contribuintes

O ministro descreveu a oferta como "generosa" e lembrou que a Irlanda também agiu generosamente ao acolher ucranianos em 2022 e oferecer às famílias de todo o país um pagamento inicial de 400 euros (R$ 2.350) por mês para hospedá-los, valor que foi posteriormente aumentado e atualmente está em 600 euros (cerca de R$ 3.500) por mês.

Segundo o meio de comunicação, de julho de 2022 a março deste ano, mais de 438 milhões de euros (cerca de R$ 2,5 bilhões) foram pagos a quase 28 mil famílias anfitriãs no âmbito deste programa.

Brophy enfatizou que "é o dinheiro dos contribuintes que está financiando" o auxílio. "Acredito que, se uma comunidade ou um indivíduo consegue se sustentar, não vejo por que nós, como contribuintes, deveríamos desembolsar milhões e milhões", concluiu.