
Estudo de Stanford revela impacto da recusa das redes sociais

Um estudo conduzido pela Universidade de Stanford na Califórnia (EUA), publicado em abril, sugere que se desconectar por um período prolongado de redes sociais como Facebook* e Instagram* pode trazer benefícios significativos para a saúde emocional dos usuários.
A pesquisa, realizada durante as eleições presidenciais dos EUA em 2020, acompanhou cerca de 36 mil pessoas que usavam as plataformas por pelo menos 15 minutos diários.

Os participantes foram divididos em dois grupos: um deles (27% dos envolvidos) recebeu compensação financeira para desativar suas contas por seis semanas; o restante ficou apenas uma semana off-line, servindo como grupo de controle.
Os resultados indicaram uma melhora clara no humor daqueles que permaneceram mais tempo longe do Facebook, em comparação com os que mantiveram o uso ou fizeram pausa mais curta.
No caso do Instagram, o efeito positivo também foi observado, porém de forma mais leve e menos consistente estatisticamente.
Os benefícios mais expressivos no caso de Facebook foram registrados entre usuários com mais de 35 anos, eleitores indecisos e pessoas sem formação universitária. Já no do Instagram, a melhora foi mais notável entre mulheres de 18 a 24 anos.
A maioria dos participantes não substituiu o tempo antes gasto nas redes por atividades off-line, mas sim por outros aplicativos. Isso sugere que a melhora do bem-estar está mais ligada à redução da exposição às plataformas específicas do que à diminuição geral do tempo diante das telas.
*Pertence à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
