O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre o novo fechamento do Estreito de Ormuz anunciado neste sábado (18) pelo Irã e classificou a decisão como "estranha", argumentando que o bloqueio marítimo imposto por Washington "já o havia fechado".
"O Irã anunciou recentemente que iria fechar o estreito, o que é estranho, porque nosso bloqueio já o havia fechado", escreveu Trump neste domingo (19) em sua rede social Truth Social.
O presidente dos Estados Unidos também se referiu ao impacto econômico do fechamento. Ele afirmou que a decisão de Teerã em relação à importante rota marítima e comercial estaria beneficiando Washington e poderia trazer dificuldades para a República Islâmica.
"Eles estão nos ajudando sem saber, e são eles que perdem com o fechamento da passagem, US$ 500 milhões por dia! Os Estados Unidos não perdem nada", declarou.
Novo e veemente ultimato
Trump garantiu que as negociações para encerrar o conflito entre os dois países continuam e informou que representantes dos EUA chegarão amanhã a Islamabad, no Paquistão, onde ocorrerá uma nova rodada de negociações.
O presidente americano enfatizou que Washington está oferecendo um acordo "muito justo e razoável" e disse que espera que Teerã o aceite. Caso contrário, advertiu que os EUA "vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã".
"Chega de ser bonzinho! Eles cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo [de paz], será uma honra para mim fazer o que precisa ser feito, o que outros presidentes deveriam ter feito com o Irã nos últimos 47 anos. É hora de acabar com a máquina de matar iraniana!", concluiu.
Negociações sem resultado
- Donald Trump afirmou na terça-feira (14) que novas negociações de paz entre Washington e Teerã poderão ocorrer nos próximos dias.
- A rodada inicial começou em Islamabad no sábado (11) e terminou no dia seguinte, sem o resultado esperado.
- Trump atribuiu o fracasso à parte iraniana, que, segundo ele, se recusou a "renunciar às suas ambições nucleares".
- O mandatário também decidiu ordenar o bloqueio o estreito de Ormuz.
- O vice-presidente J.D. Vance afirmou que foram alcançados "grandes avanços" nas negociações. Segundo ele, foram definidos os limites e as condições sob as quais Washington está disposto a ceder.
- Vance acrescentou que o futuro do diálogo dependerá da "flexibilidade" do Irã e de sua disposição em aceitar os "pontos cruciais" apresentados pelos EUA para avançar rumo a um acordo.