Abuso de álcool e faltas frequentes: Relatos sobre o comportamento errático do chefe do FBI

Fontes entrevistadas pela revista The Atlantic consideram que a gestão de Kash Patel representa uma ameaça à segurança nacional.

O comportamento do diretor do FBI, Kash Patel, suscita preocupação entre os agentes do Birô Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI), que alertam que seu temperamento irascível, consumo excessivo de álcool e frequente ausência têm trazido problemas à agência, informou a revista The Atlantic na sexta-feira (17).

As fontes às quais a mídia teve acesso, que incluem membros atuais e ex-membros do FBI, afirmam que Patel é "imprevisível, desconfia dos demais e tende a tirar conclusões precipitadas sem provas suficientes", e acrescentam que sua gestão representa uma ameaça à segurança nacional.

Álcool e faltas

Patel consome álcool em excesso com frequência, o que, no início de seu mandato, obrigou a adiar reuniões e sessões informativas, segundo testemunham seis fontes. Em algumas ocasiões, chegou-se ao ponto de sua equipe de segurança ter dificuldade para acordá-lo, aparentemente após ter participado de festas regadas a álcool, aumentando a preocupação com sua indisponibilidade.

"Espera-se que o diretor do FBI esteja acessível e concentrado em seu trabalho", afirmaram os oficiais, preocupados com as consequências que um hipotético ataque terrorista nos EUA teria com Patel à frente da agência.

Outros funcionários atuais e ex-funcionários do FBI confirmaram que Patel se ausenta com frequência ou não está disponível, o que atrasa decisões urgentes necessárias para o andamento das investigações. Além disso, os rumores de que o diretor utiliza um avião do FBI para fins pessoais também têm gerado apreensão na Casa Branca.

Possível demissão

De acordo com um funcionário e duas pessoas próximas à Casa Branca, já estão correndo discussões no governo Trump sobre a demissão de Patel e os possíveis candidatos para substituí-lo. No entanto, essa informação foi desmentida pela secretária de imprensa da Casa Branca, Caroline Leavitt, que elogiou o trabalho de Patel, afirmando que, graças à sua atuação, "os índices de criminalidade em todo o país caíram para o nível mais baixo em mais de 100 anos".

Apesar das palavras de Leavitt, fontes da revista The Atlantic afirmam que o próprio Patel teme sua possível demissão. Elas disseram que ele "assediava agressivamente" todos os funcionários, obrigando-os, entre outras coisas, a se submeterem a testes de polígrafo para identificar aqueles que vazavam informações e aqueles que falavam mal dele ou do presidente.